Coisas de quem sai de casa cedo: desde que me mudei pra São Paulo, com 17 anos, tinha um medo louco de perder algum comprovante de pagamento. Até hoje eu guardava a minha primeira pasta de contas. Com o passar do tempo, os comprovantes da PUC passaram de segurança a item de recordação.

A torre de papéis
A torre de papéis

O processo de organização é o mesmo desde então: uma pasta do ano com todas as contas lá dentro. Nos primeiros anos era uma pasta sanfonada com uma tab pra cada conta: Telesp, PUC, aluguel de telefone… deu pra sacar a idade das tralhas? Depois, passei a colocar tudo em uma única pasta (método aprovado por Marie Kondo, ufa!).

Duas infos importantes sobre o medo de jogar fora os comprovantes: no caso de contas, basta guardar as dos últimos 5 anos. E no caso de prestadores de luz, água, telefone, cartões de crédito, basta guardar aquele comprovante de quitação de débitos que eles mandam anualmente.

A ordem de Marie Kondo é jogar TUDO que não precisar ser guardado fora. Com isso, as pastas antes de 2009 foram descartadas sem dó (e ainda me diverti usando um picotador de papel).

Dos cadernos

Eu sempre tive o costume de anotar tudo na aula e passar a limpo nos cadernos ao chegar em casa. Eram tão bem cuidadinhos que ainda guardava alguns cadernos do colégio e vários da faculdade ainda estavam guardados. Até agora foram os objetos que mais passei tempo manuseando pra ver se realmente já conseguia me desprender deles. Óbvio que vários ainda ficaram. Vai que um dia eu queira rever minhas anotações de história medieval? 😀

Um caderninho de mixtapes
O caderninho de mixtapes

Outro caderno que achei na limpa foi o de mixtapes. Eu nem lembrava disso, mas tinha o costume de criar listas de música em um caderno especial. Tirei uma foto do bichinho pra posteridade e criei as playlists no Deezer. A seleção é meio duvidosa, meio sofrida, mas me faz voltar no tempo rapidinho.

O que sumiu entre
O que sumiu entre “The leftovers” e “Greys Anatomy”

Balanço: uma belíssima pilha de papéis para reciclar e algumas playlists na Deezer.

Bônus: ano que vem é só pegar a pasta de 6 anos atrás, jogar a papelada fora e usar no ano corrente.